VoltarDiesel04 de fevereiro de 2026Leitura de 3min

Produção de biodiesel no Brasil atinge recorde em 2025 e reforça perspectiva de crescimento para 2026

A produção de biodiesel no Brasil alcançou um novo patamar histórico em 2025, refletindo a retomada do cronograma de aumento das misturas obrigatórias e a expansão da capacidade industrial do setor. O movimento consolida a recuperação após um período de instabilidade regulatória e reforça a expectativa de continuidade do crescimento em 2026, conforme análise da área de Inteligência de Mercado da StoneX.

Biodiesel Brasil: Produção record

O principal marco do ano foi a entrada em vigor do B15 a partir de agosto, conforme diretrizes do Ministério de Minas e Energia. A elevação do teor de biodiesel no óleo diesel comercializado trouxe maior previsibilidade ao mercado, interrompendo oscilações observadas em anos anteriores, que haviam sido influenciadas por fatores econômicos e pelos efeitos da pandemia.

Esse novo ciclo ganhou respaldo adicional com a sanção da Lei do Combustível do Futuro, que estabelece metas de crescimento progressivo da mistura obrigatória até 2030, reforçando o compromisso do país com a transição energética e oferecendo maior segurança regulatória para investimentos no setor.

Produção recorde e maior consumo de matérias-primas

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis indicam que o volume produzido em 2025 atingiu nível recorde, impulsionado diretamente pelo aumento do percentual de mistura. Esse avanço foi acompanhado pela elevação no consumo de óleo de soja, principal insumo do biodiesel no Brasil, que totalizou 7,9 milhões de toneladas no ano.

Além da soja, houve crescimento no uso de matérias-primas alternativas, como sebo bovino, gordura suína e óleos residuais, sinalizando um processo gradual de diversificação da base produtiva. O aumento do esmagamento de soja acompanhou essa expansão, reforçando a integração entre o setor energético e o agronegócio.

Do ponto de vista industrial, a capacidade produtiva instalada alcançou 42,6 mil metros cúbicos por dia em 2025, com forte concentração nas regiões Centro-Oeste e Sul, responsáveis por mais de 70% da produção nacional. O período também foi marcado por movimentos de consolidação, com aquisições de usinas por grandes grupos e a entrada de novos operadores, ampliando a competitividade do mercado.

Projeções indicam novo avanço em 2026

Para 2026, a perspectiva é de continuidade do crescimento. No cenário-base considerado pela StoneX, com manutenção do B15 ao longo de todo o ano, a demanda por biodiesel pode atingir 10,5 milhões de toneladas. Caso haja avanço para o B16 a partir de março, o consumo pode superar 11 milhões de metros cúbicos, exigindo aproximadamente 8,9 milhões de toneladas de óleo de soja.

A taxa de utilização da capacidade instalada deve variar entre 57% e 64,5%, dependendo do ritmo de expansão industrial e das decisões governamentais relacionadas ao mandato de mistura. O setor acompanha de perto o cronograma previsto na Lei do Combustível do Futuro, que projeta a elevação gradual do teor de biodiesel até o B20 em 2030.

Diante desse cenário, produtores e investidores já avaliam a ampliação da capacidade instalada e o desenvolvimento de novos projetos, especialmente em regiões com elevada oferta de matéria-prima. A tendência é que o biodiesel continue ganhando relevância na matriz energética brasileira e no planejamento da logística de abastecimento nos próximos anos.

Fonte: Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região

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