Petrobras e Vale testam combustível marítimo sustentável com óleo de cozinha usado
Novo teste com o VLS B24, mistura de combustível fóssil e biodiesel de 2ª geração, reforça compromisso com a redução de emissões no transporte marítimo.

A Petrobras anunciou na última quinta-feira (24) um novo passo em direção à descarbonização: o teste do VLS B24, combustível marítimo de baixo carbono desenvolvido em parceria com a Vale. A operação foi realizada no navio graneleiro Luise Oldendorff, afretado pela mineradora, em Cingapura.
O VLS B24 é composto por 76% de combustível fóssil refinado pela Petrobras e 24% de biodiesel de segunda geração, produzido a partir de óleo de cozinha usado. A iniciativa tem como foco a redução das emissões de gases de efeito estufa associadas ao transporte marítimo, em linha com as metas da Organização Marítima Internacional (IMO), que prevê a eliminação líquida de emissões até 2050, com início das novas exigências já em 2027.
Esse é o segundo teste conduzido pela Petrobras neste ano — o primeiro aconteceu em fevereiro, também em Cingapura, com o navio André Rebouças, da subsidiária Transpetro.
Plano estratégico
A ação faz parte do plano estratégico da Petrobras para a transição energética, que prevê investimentos de US$ 16,3 bilhões entre 2025 e 2029. “A parceria com a Vale é mais uma concretização do objetivo da Petrobras de aperfeiçoar a capacidade produtiva e a estrutura logística da empresa, para entregar ao mercado produtos mais verdes e reforçar nossa estratégia de descarbonização”, afirmou a presidente da estatal, Magda Chambriard.
A Vale também reforçou seu compromisso ambiental: a empresa tem a meta de reduzir em 33% as emissões diretas e indiretas até 2030 e cortar 15% das emissões de escopo 3 até 2035.
“Nossa área de navegação tem avaliado diversos cenários para reduzir as emissões de gases de efeito estufa no transporte marítimo, o que inclui o desenvolvimento de soluções multi-combustíveis para navios novos e existentes que transportam nossos produtos globalmente”, declarou Gustavo Pimenta, CEO da mineradora.
Fonte: Poder360
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