Governo amplia participação de biocombustíveis em gasolina e diesel para frear alta de preços
Nesta quarta-feira (25), em Brasília, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), com a presença do presidente Lula, aprovou o aumento da mistura mínima de biocombustíveis na matriz energética nacional.

Nesta quarta-feira (25), em Brasília, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), com a presença do presidente Lula, aprovou o aumento da mistura mínima de biocombustíveis na matriz energética nacional.
Principais mudanças
- A proporção de etanol anidro na gasolina tipo C sobe dos atuais 27% para 30% (E30).
- A cota mínima de biodiesel no diesel comum passa de 14% para 15% (B15).
As novas proporções entram em vigor a partir de 1º de agosto. O Ministério de Minas e Energia estima que essa medida deve reduzir o preço da gasolina em até R$ 0,11 por litro, o que representa uma economia de cerca de R$ 0,02 por km rodado.
Objetivos da medida
1. Alívio ao bolso do consumidor e estímulo à economia
Motoristas que utilizam serviços de aplicativo ou táxi, por exemplo, poderão economizar cerca de R$ 150 mensais – o que significa uma economia anual de até R$ 1.800.
2. Redução das importações
O Brasil importa atualmente cerca de 23% do diesel e parte da gasolina. O aumento na mistura de biocombustíveis visa reforçar a independência externa e diminuir a vulnerabilidade às oscilações nos preços internacionais do petróleo – já em torno de US$ 80 o barril, com risco de superar os US$ 100 em razão do conflito Oriente Médio.
3. Fortalecimento do setor nacional
A ampliação da utilização de biocombustíveis reforça a cadeia produtiva interna (como etanol e biodiesel), potencializando a indústria, a balança comercial e a geração de emprego.
4. Segurança energética
Conforme o secretário Pietro Mendes, a elevação dos percentuais é essencial para a resiliência energética do país, protegendo-o de choques no mercado global.
Reações do governo e especialistas
- Presidente Lula destacou que os biocombustíveis não competem com alimentos, garantindo que não há necessidade de ampliar o desmatamento para atender à demanda do setor.
- Petrobras, por meio do diretor William França, saudou a medida, afirmando que ela reduz a dependência de combustíveis fósseis importados e beneficia o consumidor.
- A aprovação da medida teve como base estudos técnicos — incluindo análise regulatória e testes do Instituto Mauá em parceria com montadoras — assegurando que a frota flex nacional suporta sem problemas a mistura E30.
- Ministro Fernando Haddad ressaltou que o Brasil é relativamente pouco afetado por tensões no Oriente Médio, devido à capacidade de produção doméstica de petróleo e biocombustíveis.
Resumo: A partir de 1º de agosto, a gasolina (E30) e o diesel (B15) terão misturas maiores de biocombustíveis, em uma estratégia do governo para controlar os preços nas bombas, reduzir importações, fortalecer a economia nacional e ampliar a segurança energética.
Fonte: UOL
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