Brasil registra importação recorde de diesel no 1º semestre de 2025
Segundo levantamento da consultoria StoneX, com base em dados da ANP, o Brasil importou 7,9 bilhões de litros de diesel A (sem mistura de biodiesel) entre janeiro e junho de 2025 — um aumento de 13,2% em comparação com o mesmo período de 2024, atingindo o maior volume já registrado para um semestre.

Segundo levantamento da consultoria StoneX, com base em dados da ANP, o Brasil importou 7,9 bilhões de litros de diesel A (sem mistura de biodiesel) entre janeiro e junho de 2025 — um aumento de 13,2% em comparação com o mesmo período de 2024, atingindo o maior volume já registrado para um semestre.
Causas do recorde
- A produção interna caiu 2,4%, enquanto as vendas domésticas cresceram 2,1% entre janeiro e maio, criando um déficit que precisou ser suprido com importações.
- A combinação de real valorizado, queda dos preços internacionais de petróleo e diesel, e reajustes internos da Petrobras entre fevereiro e junho abriu uma janela de oportunidade que tornou as compras externas mais atraentes — mesmo após cortes nos preços da estatal.
Principais fornecedores
- A Rússia permanece líder, fornecendo cerca de 4,86 bilhões de litros, embora sua participação tenha caído de 71,9% para 61,3%, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
- Os Estados Unidos avançaram para 24,7% de participação (1,96 bilhão de litros), assumindo o segundo lugar e superando os Emirados Árabes Unidos.
Impacto sobre a importação de gasolina
- Ao contrário do diesel, a importação de gasolina A recuou 12% no primeiro semestre, totalizando 1,2 bilhão de litros — o menor montante desde 2022.
- Isso ocorreu devido à paridade desfavorável de preços internacionais e ao aumento da produção nacional.
- Ainda assim, a Rússia liderou o fornecimento com 39,1% da gasolina importada, seguida pelos EUA (32,8%) e Holanda (15,6%) — com crescimento significativo da participação russa em relação a 2024.
Panorama e implicações
O recorde histórico nas importações de diesel revela não apenas uma redução na capacidade de produção interna, mas também uma oportunidade estratégica captada pelas empresas diante de condições externas vantajosas. A crescente participação dos EUA no fornecimento mostra um mercado mais diversificado, enquanto a relevância da Rússia — tanto no diesel quanto na gasolina — continua significativa, refletindo mudanças no cenário geopolítico e comercial global.
Fonte: UOL
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